26 agosto 2005

Braga :: Capital do Sexo

O tema aqui discutido não justifica as honras de primeira página do nosso blog, mas a gravidade do fenómeno sim!


Os sinais de inquietação por parte do Blog Braga Nacional devem-se ao facto de se ouvir, um pouco por toda a cidade, sotaque brasileiro e do incrível número de anúncios de “relax” onde o nome da nossa querida cidade surge com destaque. Quando faço referência ao “sotaque brasileiro” não o faço por acaso, não é necessário estudar o fenómeno para se chegar à conclusão que grande parte das chamadas “trabalhadoras do sexo” são de origem brasileira, mas não só.

Será possível, que as famílias bracarenses não entendam a gravidade desta questão? Em defesa da família e do seu bem-estar, dizemos BASTA! Á imoralidade e á destruição dos lares dizemos NÃO! Para quem procura tais “serviços” pedimos que não procure o “prazer” de alguns minutos, mas sim, o prazer de ver um filho a crescer saudável e com um futuro à sua frente, que procure o prazer de estar por entre os queridos, livre de doenças sexualmente transitiveis, algumas delas mortais como é o caso da SIDA.

Não poderia falar de prostituição sem abordar algumas questões relacionadas: saúde pública e legalização da “profissão”.

Saúde Pública

Os números da vergonha:

•Calcula-se que haja 30 mil prostitutas em Portugal (o numero cresceu 100% nos últimos cinco anos);

•Portugal é o 5.º maior destino da rota de tráfico de prostituição;

•As autoridades calculam que em Portugal haja mais de 500 bares de prostituição em funcionamento - 80 dos quais no distrito de Braga (um número claramente abaixo da realidade);

65% dos homens que recorrem ao sexo pago são casados, 35% são clientes habituais e têm os 45 anos como idade média;

40% dos homens recorrem com regularidade ao sexo pago, destes 60% confessaram que não tinham usado preservativo na última vez que recorreram à prostituição (algumas mulheres aceitam sexo sem preservativo por apenas + 15€); A UTAD (Universidade de Trás os Montes e Alto Douro) divulgou um estudo onde conclui que os clientes manifestaram "uma clara predisposição" para os chamados comportamentos sexuais de risco e muitos não querem utilizar o preservativo. As pessoas não sabem, ou melhor, não querem saber se estão sujeitas ao vírus da SIDA.

Não acontece só aos outros!

«Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, o número de infectados com o vírus da sida aumentou entre os heterossexuais.»


Mas o que me preocupa mais nisto tudo é saber, que o que está em causa não é unicamente a saúde da pessoa que recorre a este tipo de “serviços”, mas sim que estas pessoas têm família. Mulher, filhos, irmãos, etc., com os quais convive diariamente e consequentemente também eles estão expostos a esta fatalidade. Não podemos assim olhar para a prostituição e para as doenças relacionadas como um problema do “cliente” ou da prostituta, mas sim como um problema social e de saúde pública, e que nos afecta a todos como indivíduos de uma sociedade ainda que “podre”.

Legalização da “profissão”

Para quem defende as “trabalhadoras do sexo” e sequente legalização, fica aqui uma nota e o exemplo da Holanda, país que legitimou a “profissão mais antiga do mundo”.
Os defensores da legalização da prostituição na Holanda diziam que era importante este feito porque:

1 – só assim seriam dadas as condições de higiene e segurança necessárias às “trabalhadoras” e seus “clientes”;

2 – teriam direito a seguro (profissão de risco);

3 – teriam direito a fazer descontos para o IRS e, em caso de “empresária em nome individual” estariam sujeitas à retenção do IVA e ao pagamento do IRC (o que se reflectia em mais “dinheirinho” para o estado);

4 – teriam assim direito de fazer descontos para a segurança social e direito a uma reforma;

O que acontece, é que tudo isto, é muito bonito mas em papel e na mente dos liberais. Na prática as coisas são bem diferentes. Ora sejamos! O próprio estado holandês admite agora que as coisas não correrem com de previsto (admirados??). Legalizaram a “profissão”, muito provavelmente a pensar no dinheirinho e não na saúde pública, e agora deparam-se com o problema da não inscrição das mulheres prostitutas na segurança social (porque as mulheres hesitam em assumir-se), com a fuga aos impostos por parte dos patrões do sexo e mais grave ainda com os filhos da p*** dos liberais a pedirem mais medidas, porque as “trabalhadoras” agora reconhecidas, tem direitos. E que medidas e direitos são esses!!??? Rendimento mínimo, cobertura de saúde -universal a toda a população-, programas de inserção social, etc.

Eu pessoalmente faço aqui uma proposta. E porque não um Estado-proxeneta!! Tem todas as condições!! Por exemplo a “fome” de dinheiro e os liberais.

“Sem clientes não haveria prostituição”, mas o contrário também me parece ter leitura.
Mas o que me deixa amargurado é o facto de existir este tipo de comportamento…e como tal questiono-me…

Quais são as propostas políticas concretas para esses tipos de "desvios" sociais? Serão elas capazes de terminar com o problema? Terá o estado portugues a força e a vontade de dar uma responta séria e firme sobre a questão?

Se procurarmos as respostas já é um começo.

8 Comments:

Blogger Tiago said...

Não se pode combater um problema cujas pessoas a quem cabe esse combate estão dentro dele... O exemplo vem lá do alto, das autarquias locais. ;)

27 agosto, 2005 13:38  
Anonymous Sandra Silva said...

Para comecar, a minha mae é brasileira,portanto tem calma! A minha mae é brasileira e professora em portugal aos altos anos!

04 setembro, 2005 15:52  
Anonymous Sandra Silva said...

Concordo plenamente... se há prostituição é pq ha clientes... só ha oferta de houver procura!

05 setembro, 2005 03:31  
Blogger Tiago Braga said...

“Sem clientes não haveria prostituição”, mas o contrário também me parece ter leitura.

05 setembro, 2005 15:30  
Anonymous Sandra Silva said...

Nao? Apenas teriam de ir a outro lado. Caso a prostituição fosse legalizada, as prostitutas eram obrigadas a realizar testes de saude mensais,teriam mais segurança, nao existiriam chulos,pq eu contra prostitutas nao tenho nada,o corpo é dela, ela faz com ele o que ela quiser,mais porco sao a quantidade de homens casados e hipocritas que la vao! E nao concordo, com haver leitura no contrario, a prostituição é a profissao mais velha do mundo...

06 setembro, 2005 01:07  
Blogger Tiago Braga said...

Tenho de recordar o caso da Holanda em que elas na sua grande maioria não se inscreveram na segurança social, são elas que optam por continuar na ilegalidade (porque será?? custa pagar impostos é!!??) eu como disse no texto apoio um estado proxeneta.

Quanto aos hipócritas concordo e tb faço referencia no texto ao facto de me interesse

o resto do texto penso que não vale a pena comentar uma vez que são claramente palavras de uma activista liberal...

06 setembro, 2005 11:08  
Anonymous Sandra Silva said...

Nao se vende nem se oferece o que nao se compra e o que nao se quer...

06 setembro, 2005 18:39  
Anonymous Silva said...

O facto da Sandra ter uma mae brasileira diz tudo, nao vale apena perder tempo com um caso perdido.

19 setembro, 2005 03:47  

Enviar um comentário

<< Home